Quarta, 06 Março 2019 03:29

Sífilis: saiba o que é a IST, quais são seus sintomas e principais riscos

Ministério da Saúde novamente alerta para uma epidemia de sífilis no Brasil, uma das infecções sexualmente transmissíveis mais perigosas.

Vem ano, vai ano, mas a nossa conversa sobre a necessidade e importância de se proteger com preservativos em relações sexuais é permanente. Isso acontece porque, ao que parece, grande parte dos jovens ainda acredita que a camisinha serve apenas para evitar uma gravidez. Sabemos que tem essa utilidade também, mas a verdade é que o principal objetivo do preservativo é te proteger de infecções sexualmente transmissíveis (IST), antigamente chamadas de DSTs. E a camisinha é o único método capaz de realizar essa proteção.

Essa conversa não pode ficar apenas para os dias de Carnaval: precisamos falar sobre a sífilis. Pode parecer exagero, mas em 2016 o Ministério da Saúde decretou a epidemia da doença e reconheceu que a situação estava realmente fugindo do controle. Mais de 228 mil casos foram notificados desde 2010, quando hospitais passaram a notificar o ministério sobre os números de diagnósticos. De lá para cá, esta realidade não melhorou muito. O número de casos de sífilis a cada 100 mil habitantes pulou de 44,1 em 2016 para 58,1 em 2017, no Brasil.

É claro que esta epidemia pode ter várias causas, mas uma delas é a falta de conscientização pública sobre o assunto. Por isso, CAPRICHO conversou com a Dra. Patrícia Gonçalves, médica obstetra e ginecologista, professora em Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e do Centro Universitário São Camilo, para esclarecer as principais questões que envolvem a perigosa sífilis.

Para início de conversa, é preciso entender que a sífilis é uma doença infectocontagiosa sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Além das relações sexuais, ela também pode ser transmitida de forma verticalmente. Ou seja, de mãe para o feto durante a gestação, por transfusão de sangue e/ou contato direto com o sangue contaminado.

Existem manifestações em 3 estágios da doença: sífilis primária, secundária e terciária. De acordo com a ginecologista, os sintomas ficam mais evidentes nos dois primeiros tipos de sífilis e o risco de transmissão é maior. “Depois, há um período praticamente assintomático, em que a bactéria fica latente no organismo, mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves, causando cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e até a morte”, a médica alerta. Segundo a Dra. Patrícia, existe ainda outra manifestação: sífilis congênita. Neste tipo, a doença pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. Nos primeiros meses de vida, os sintomas mais comuns da sífilis congênita é a pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, além de cegueira.
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