O câncer de mama causou o afastamento de mais de 21 mil mulheres do trabalho no ano passado, segundo dados do Ministério do Trabalho. Somente neste ano, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que 59,7 mil novos casos sejam detectados. Ou seja, uma parcela de empregadas pode ficar impedida de atuar, justamente, no momento em que os gastos com o tratamento pressionam o orçamento familiar.

— Além do tratamento em si, surge a necessidade de se fazer fisioterapia, de uma alimentação especial, de massagens. São várias outras coisas que aparecem. Recebemos muitas dúvidas sobre os direitos junto ao INSS — diz a advogada Mariana Carvalho Mottin, que atua junto ao Instituto da Mama do RS (Imama).

 Em um caso recente, relata a advogada, uma paciente em dificuldades financeiras foi orientada a solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pois não tinha renda e não era segurada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas trabalhadoras com carteira assinada e em dia com as contribuições têm direitos garantidos com o diagnóstico e a impossibilidade de seguir em atividade. Por isso, o Ministério do Trabalho lançou campanha de divulgação nesta semana, junto com o início da mobilização nacional do Outubro Rosa.

Começou o Outubro Rosa e o Bem Estar desta segunda-feira (1) falou sobre câncer de mama. Convidamos o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Sérgio Simon e o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Antônio Frasson para falar sobre o câncer de mama, sintomas, tratamentos, prevenção e diagnóstico.

Câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Ele não tem uma causa única. São vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.

Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença, mas isso tem mudado. Houve um aumento na incidência de câncer de mama em mulheres jovens na última década. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência no Brasil hoje está entre 4% e 5% dos casos.

'Amigas do peito': pacientes com câncer de mama criam grupo de apoio Bem Estar A principal manifestação da doença é o nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor. Ele está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja também é sintoma, assim como alterações no mamilo. Fique atenta também se aparecer algum nódulo na axila ou no pescoço e a qualquer saída de líquido anormal das mamas. Vale lembrar que grande parte dos casos são assintomáticos.

Diagnóstico e tratamento precoces amenizam as consequências da doença

Tida erroneamente como “doença de idosos”, a artrite reumatoide pode acometer jovens e até mesmo crianças. Para aumentar o conhecimento sobre o problema e também alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, estabeleceu-se outubro como o mês de conscientização mundial sobre artrite reumatoide.

Trata-se de uma doença sistêmica crônica. Ou seja, pode afetar diversas partes do organismo - embora atinja principalmente as articulações. E, por ser crônica, não tem cura e sim controle. A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que é autoimune - os tecidos são atacados pelo próprio sistema imunológico do corpo. Afeta entre 0,5% e 1% da população mundial adulta e cerca de três vezes mais mulheres do que homens. Pessoas com histórico familiar têm mais risco de desenvolver a doença.

A doação entre pessoas vivas ajuda a suprir a demanda por órgãos de pessoas com doenças crônicas que exigem transplantes como tratamento no País. Familiares consanguíneos até 4º grau ou cônjuges compatíveis podem doar pulmões, medula óssea, parte do pâncreas e pulmão, rim e fígado a pacientes que aguardam na fila de espera.

Além dos parentes, pessoas sem relação de sangue também podem doar com autorização judicial. Levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostra que 557 pacientes receberam rins e fígados de doadores vivos entre janeiro e março deste ano. 

Para fazer a doação, além de ter boas condições de saúde e consentir com a cirurgia, o doador precisa ser juridicamente capaz. Ou seja, ter condições de tomar decisões sobre a própria vida e possuir tipo sanguíneo compatível com o paciente que vai receber o órgão. "O risco é muito baixo, tendo sido feitos todos os exames", disse o presidente da ABTO, Paulo Pêgo.

"A ideia é que o doador tenha uma vida normal após a cirurgia", acrescentou. Para isso acontecer, o doador passa por uma bateria de exames de imagem, laboratoriais e também por uma investigação clínica. Há um procedimento específico para doação de cada órgão. Confira:

Medula óssea

O processo de doação começa com o cadastro dos doadores nos hemocentros dos estados. Na ocasião, uma amostra de sangue do voluntário é colhida para ser analisada. Em seguida, as informações genéticas do candidato são cruzadas no banco de dados da instituição com a dos pacientes que esperam na fila pelo transplante.

Quando é identificada a compatibilidade, o doador é contatado para confirmar o interesse em seguir com a doação e passa por uma bateria de exames clínicos. Se for considerado saudável, ele passa por uma cirurgia em que a bacia é puncionada para aspiração de até 20 mL da medula. Em 15 dias, o volume normal do tecido é restaurado.

Entre os requisitos para a doação estão ter entre 18 e 55 anos; estar livre de infecções, cânceres, doenças hematológicas ou no sistema imunológico. O transplante é necessário para tratar cerca de 80 tipos de doenças, como a leucemia.

Rim

Um dos tratamentos indicados para quem sofre de insuficiência renal crônica em estágio avançado, o transplante melhora a qualidade de vida do paciente, ao permitir a filtração adequada de toxinas.

Se não for parente do receptor, o doador vivo precisa de uma autorização judicial para realizar a doação. Depois, passa por uma bateria de exames para atestar a compatibilidade sanguínea, a saúde dos rins e que está livre de doenças transmissíveis.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o doador vivo pode levar uma vida normal com apenas um dos rins após a operação.

Quarta, 26 Setembro 2018 01:44

Porque não se deve ignorar os "vasinhos"

O cirurgião vascular do Consulta Aqui, Dr. Celso Zafari Nunes, explica o que são, o que podem causar e o tratamento dos chamados "vasinhos".

Os “vasinhos”, também chamado de teleangectasias, são veias que variam de 0,1 a 1,0 mm de diâmetro, com coloração que pode alternar entre vermelho e azul. Pode também aparecer como um emaranhado de veias (menor que 0,2 mm e de coloração avermelhada). Entre as queixas mais comuns estão a estética, dor local e pigmentação cutânea.

O aparecimento desses "vasinhos" na perna pode ser o indício de alguma doença vascular e, portanto, além de não poder ignorá-los, deve-se procurar imediatamente um cirurgião vascular.

“Em situações em que os vasinhos estejam acompanhados de veias varicosas, com comprometimento da veia safena, pode-se levar a uma hipertensão venosa e, com o passar do tempo, essa hipertensão pode ocasionar o sofrimento do segmento e abrir ulceras”, alerta o coordenador da cirurgia vascular, Dr. Celso Zafari Nunes.

O diagnóstico de ME tem evoluído nas últimas cinco décadas. Desde a publicação de The depassed coma: preliminary memoir, que definiu pela primeira vez o conceito de ME,  e  de  sua  consolidação  em  1968,  pelo Ad  Hoc  Committee  of  the  Harvard  Medical School  to  Examine  the  Definition  of  Brain  Death,  pouco  se  tem  acrescentado.  Nos  EUA, em  1981,  o  relatório  da President’s  Commission  for  the  Study  of  Ethical  Problems  in Medicine  and  Biomedical  and  Behavioral  Research, Defining  death:  a  report  on  the medical,  legal,  and  ethical  issues  in  the  determination  of  death,  determinou  que  cabe  à ciência médica o estabelecimento de critérios para a finalidade de diagnóstico de morte e incorporou à legislação americana, no Uniform determination of death act, esse conceito de morte.

Em 1997, a Lei 9.434 deu competência ao Conselho Federal de Medicina (CFM) para definir os critérios para diagnóstico da morte encefálica. Naquele mesmo ano, a Resolução CFM 1.480 estabeleceu que “a comprovação da morte encefálica deve ser realizada utilizando critérios precisos, bem estabelecidos, padronizados e passíveis de serem executados por médicos nos diferentes hospitais” e que “a parada total e irreversível das funções encefálicas equivale à morte”.

Coração: exames clínicos podem salvar vidas e já estão disponíveis com mais conveniência para os pacientes

Paulistas contam com opção de serviço domiciliar para manter a saúde em dia

A vida corrida dos moradores da cidade de São Paulo pode fazer com que a saúde fique em segundo plano. Uma pesquisa sobre mobilidade urbana, de 2016, mostrou que um morador da capital perde 45 dias a cada ano para fazer todos os deslocamentos diários, assim como um estudo da TomTom, do final de 2017, apresentou que os paulistas levam 30% a mais de tempo do que gastaria se não houvesse congestionamento. Mas a correria do dia a dia não pode impedir os cuidados com a saúde. Pensando na realização de exames, que contribuem para o conceito da prevenção e manutenção do bem-estar, o Salomão Zoppi vem fortalecendo o atendimento domiciliar. Isso porque muitos pacientes descrevem que postergaram esse cuidado essencial com a saúde devido à falta de tempo, cerca de 44% dos homens, de acordo com estudo que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem (PNAISH). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares, por exemplo, afetam mais de 17 milhões de pessoas só no Brasil e a grande maioria poderia ter sido evitada com um estilo de vida mais saudável.