Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o diabetes tipo 2 acomete 425 milhões de pessoas no mundo, sendo 14 milhões somente no Brasil. Apesar de ser um problema tão comum, cerca de 50% dos diabéticos não sabem que são vítimas da patologia, de acordo com o Atlas 2017 da International Diabetes Foundation (Fundação Internacional de Diabetes). O levantamento alerta que  os pacientes não só negligenciam a condição, como não reconhecem suas consequências, que podem ser fatais.

 

Alguns médicos começaram a fazer um exame simples de saliva para identificar a proporção de 10% dos homens com maior risco de ter câncer de próstata. Segundo as estatísticas, um em cada oito homens terá câncer de próstata em algum momento de sua vida.

 

Dados do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido mostram que a doença é umas das formas maiscomuns de câncer entre homens mais velhos e de descendência africana e caribenha, assim como de homens com um histórico familiar da doença. 

Resultado de um trabalho feito com apoio da FAPESP, o novo teste foi descrito em artigo publicado na revista Frontiers in Pediatrics. “Trata-se de uma nova metodologia de screening (rastreamento), capaz de diagnosticar por marcadores de pele a fibrose cística sem necessidade de causar sofrimento ao bebê e de outros processos de coleta de amostras biológicas”, disse Rodrigo Catharino, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores e orientador do estudo.

Ministério fala em 88 casos confirmados em laboratório, enquanto a Secretaria de Saúde do Rio 

Grande do Sul confirma pelo menos 510 casos da doença. 

Novo teste abre caminho para que tumores de mama , pulmão e tantos outros sejam detectados precocemente por meio do sangue . Antes dos primeiros sintomas o câncer começa a deixar rastros no sangue. Por exemplo pequenos pedaços de de DNA flutuando no meio de glóbulos brancos e vermelhos ou proteínas especificas .

Quinta, 01 Fevereiro 2018 17:39

Médicos testam novo alvo contra alzheimer

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Já faz mais de duas décadas que a estimulação cerebral profunda, conhecida como marca-passo cerebral, é usada com sucesso para controlar os sintomas do mal de Parkinson e melhorar a qualidade de vida de quem tem a doença. Era de se esperar, portanto, que a técnica fosse testada para outras doenças, como demências e até obesidade.

O tratamento --um implante de eletrodos no cérebro, ligados a um marca-passo implantado na pele na altura da clavícula-- se baseia na ideia de que a ativação dos neurônios por meio da estimulação profunda possa trazer melhoras cognitivas e comportamentais e ajudar a reparar os danos funcionais. Na aposta da técnica contra o mal de Alzheimer, um grupo de médicos de Toronto, no Canadá, foi pioneiro e relatou, em um estudo de 2012, um incremento no metabolismo cerebral e melhora clínica após um ano. O objetivo era retardar a progressão da doença, não revertê-la. Agora, uma pesquisa publicada nesta quarta (31) na revista médica especializada "Journal of Alzheimer's Disease" mostra o resultado de uma nova iniciativa de pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (EUA) contra a doença. Eles testaram um novo alvo no cérebro para receber a estimulação: o lobo frontal.

Segundo Douglas Scharre, coautor do estudo e diretor do instituto de neurologia da universidade, essa região é responsável pelas nossas habilidades de resolução de problemas, organização e planejamento, e sua estimulação causou uma desaceleração no declínio dos pacientes na comparação com um grupo de pessoas que não receberam esse tratamento. O estudo é pequeno, mas mostrou que é seguro.

Três pacientes com mal de Alzheimer em estágio moderado receberam o marca-passo cerebral e foram avaliados depois de mais de 20 meses. Não houve efeitos adversos sérios ou permanentes. Uma das voluntárias era LaVonne Moore, 85. Segundo os autores, quando ela começou a participar do estudo, em 2013, já não cozinhava mais. Depois de dois anos de tratamento, voltou a preparar refeições simples e a selecionar suas próprias roupas.

SEM CURA

Eduardo Mutarelli, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, diz que é importante notar que a estimulação não fez com que os pacientes melhorassem, mas que o quadro parasse de progredir -resultado mais comum no tratamento da doença, que ainda não tem cura. Ele faz outra ressalva: os três pacientes que participaram do estudo utilizaram antidepressivos, o que pode ter participação na melhora cognitiva, mesmo que isso tenha sido negado pelos autores. De toda forma, o resultado do estudo é positivo. "Com ele, nós temos chance de fazer mais pesquisa com estimulador, porque não houve reações adversas", diz.

A Academia Brasileira de Neurologia já afirmou em nota que o tratamento é experimental, que os estudos realizados até hoje envolveram poucos pacientes e que não há dados consistentes sobre o acompanhamento desses voluntários a longo prazo. Falta ainda saber se a estimulação pode, de fato, agir sobre o acúmulo de proteínas no cérebro associadas à morte progressiva de neurônios.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem (29) sobre a resistência generalizada aos antibióticos que são usados para combater bactérias que causam várias infeções.

Os mais frequentes microrganismos causadores de doenças são a Escherichia coli, que provoca infeções do trato urinário, e as bactérias Klebsiella pneumoniae, a Staphylococcus aureus e a Streptococcus pneumoniae, que causam a pneumonia, seguidas pela salmonella. A informação é da ONU News.

A OMS lançou no início desta semana o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos, visando "padronizar a coleta de dados dos países para dar uma imagem mais completa dos padrões e tendências" referentes ao assunto.

Segundo a agência da ONU, o sistema não inclui dados sobre a resistência da bactéria que provoca a tuberculose, a Mycobacterium tuberculosis, porque o relatório global sobre a doença já inclui essas atualizações desde 1994.

Um estudo da OMS analisou pacientes com suspeita de infeção sanguínea em diversos países, onde as bactérias resistentes a pelo menos um dos antibióticos variou de zero a 82%.

A agência revelou ainda que a resistência à penicilina, usada há décadas para tratar a pneumonia, variou de zero a 5% entre os países que reportaram sua situação. E uma proporção entre 8% a 65% de infectados pela bactéria E. Coli apresentou resistência ao antibiótico ciprofloxacina que trata a infecção.

Brasil e Moçambique sãos os únicos países de língua portuguesa incluídos no Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da OMS, que envolve 25 países de alta renda, 20 de renda média e sete de baixa renda. Timor-Leste está ainda por adotar as regras do sistema de vigilância nacional. A OMS disse apoiar os países a criarem esses guias para que haja dados confiáveis e significativos sobre a sua situação.